Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.2/2041
Título: Cultura visual e turismo : natureza e cultura no Alto Douro vinhateiro
Autor: Paulino, Fernando Jorge Sousa Faria
Orientador: Ribeiro, José da Silva
Hellín Ortuño, Pedro Antonio
Palavras-chave: Antropologia visual
Imagem visual
Hipermédia
Comunicação visual
Turismo
Publicidade
Vinha
Património natural
Alto Douro
Data de Defesa: 2010
Citação: Paulino, Fernando Jorge Sousa Faria - Cultura visual e turismo [Em linha] : natureza e cultura no Alto Douro vinhateiro. [Maia] : [s.n.], 2010. 253 p.
Resumo: Antropologia, imagem e viagem (turismo) estão na base do presente projecto de investigação. Marc Augé considera a viagem realizada pelo antropólogo não como um fim, mas como um meio de aproximação ao estudo da diversidade cultural e das tensões que nascem num mundo global. Este projecto representa uma viagem, um percurso que me revelaria as estratégias de comunicação da região do Alto Douro Vinhateiro na sua promoção e difusão. Tal como refiro ao longo do Capítulo 1, o presente trabalho de investigação incide sobre três questões fundamentais, as já referidas estratégias de comunicação do Alto Douro Vinhateiro, a utilização da Antropologia Visual enquanto metodologia específica de investigação, na sua vertente exploratória e na fase de exposição de resultados (documentário e hipermédia) e a imagem ligada à representação do território (fotografia, cinema, imagem institucional, imagem publicitária). O material de investigação interpretado vai-se entrecruzando ao longo dos capítulos que constituem a tese. Assim, o Capítulo 1 serve de introdução às problemáticas do projecto, contextualizando a região num plano político-económico, a sua elevação a Património Mundial da Humanidade, questionando o futuro “incerto” do Alto Douro com base nos discursos oficiais do poder regional e nacional. O capítulo apresenta o Alto Douro enquanto terreno de investigação, permitindo uma reflexão e exploração da noção de terreno em antropologia e dos novos terrenos na prática da antropologia. Igualmente explorado num plano teórico, levanta-se a temática das relações estabelecidas no terreno entre antropólogo e seus interlocutores, entre os saberes locais e o saber do antropólogo, para finalmente se deter no conceito de antropologia partilhada e nas correntes posmodernistas da antropologia – a antropologia interpretativa, a antropologia reflexiva, a “verdade” etnográfica de James Clifford. O final do capítulo estabelece a ponte com o seguinte ao abordar a recolha de informações no terreno a par dos documentos produzidos no decorrer do trabalho de investigação, numa região que vive centralizada na “imagem” – a imagem ao nível do património paisagístico, a imagem da diversidade do património cultural existente (material e imaterial) e a sua imagem de marca (vinho do Porto). O segundo capítulo inicia-se com uma abordagem à cultura visual, essencialmente baseado no papel que as imagens desempenham na produção de significados e das formas pelas quais comunicamos. Uma cultura essencialmente baseada na imagem, moldada pela imagem cujos significados produzidos e consumidos são essencialmente veiculados num plano visual. Ao longo do Capítulo 2 explora-se a noção de experiência visual, o papel das imagens na contemporaneidade para comunicar, “influenciar ou ser influenciados”, numa abordagem assumidamente semiótica da comunicação visual, transportando assim para a metodologia utilizada no trabalho de investigação o modelo sócio-semiótico de comunicação. Este capítulo, em paralelo com o seguinte (terceiro capítulo), apresentam as bases metodológicas da tese, salientando a importância da imagem na investigação etnográfica. É com base, nos três objectivos considerados como principais da Antropologia Visual, nomeadamente a utilização das tecnologias do som e da imagem em etnografia, a construção de narrativas audiovisuais e a análise de produtos visuais, que se traça o percurso da disciplina num plano metodológico e epistemológico. Da utilização clássica das imagens à reflexividade do discurso antropológico, o capítulo apresenta ainda um dos documentos audiovisuais realizados no terreno “Dar e Receber, ou a história de um processo de partilha na região do Douro” (documentário / DVD-Vídeo), expondo através de imagens a metodologia, a relação de partilha entre antropólogo e comunidade, relação essa mediada por imagens. O capítulo termina com uma reflexão sobre a utilização dos novos media – hipermédia – na produção de conhecimento em antropologia, possibilitando o acesso a um outro documento audivisual (hipermédia / DVD-Rom) realizado no âmbito da tese, “Cultura Visual e Turismo no Alto Douro Vinhateiro”. O quarto capítulo incide sobre o papel das imagens no turismo, numa perspectiva teórica da antropologia do turismo. Este capítulo e o seguinte trabalham com base na recolha etnográfica de terreno e dos terrenos bibliográficos e documentais. Estes últimos, essencialmente centralizados na procura das estratégias de comunicação do Douro, levaram-me a percorrer arquivos fotográficos, arquivos de imprensa, e a recolher produtos publicitários que divulgassem o Douro ou dele fizessem uso em diversas estratégias de comunicação. O último capítulo (quinto) explora assim a paisagem, no seu papel determinante na valorização e promoção do território, a centralidade do conceito na sua relação com o património e a identidade da região. A tentativa de resposta à questão que norteara parte da investigação, surge parcialmente explorada no terceiro documento audiovisual produzido “Construtores da Paisagem” (documentário / DVD-vídeo) apresentado neste capítulo.
Descrição: Tese de Doutoramento em Antropologia na especialidade de Antropologia Visual apresentada à Universidade Aberta
URI: http://hdl.handle.net/10400.2/2041
Aparece nas colecções:Antropologia Visual/Visual Anthropolgy

Ficheiros deste registo:
Ficheiro Descrição TamanhoFormato 
TD_FernandoPaulino.pdf6,09 MBAdobe PDFVer/Abrir    Acesso Restrito. Solicitar cópia ao autor!


FacebookTwitterDeliciousLinkedInDiggGoogle BookmarksMySpace
Formato BibTex MendeleyEndnote Degois 

Todos os registos no repositório estão protegidos por leis de copyright, com todos os direitos reservados.