Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.2/1813
Título: A intervenção em parceria na violência conjugal contra as mulheres : um modelo inovador?
Autor: Costa, Dália Maria de Sousa Gonçalves da
Orientador: Carmo, Hermano
Silva, Luísa Ferreira da
Palavras-chave: Sociologia
Família
Género
Relações homem-mulher
Discriminação sexual
Violência doméstica
Intervenção social
Mediação
Parceria
Sociedade portuguesa
Social intervention
Women victims of conjugal violence
Partnership
Data de Defesa: 2011
Citação: Costa, Dália Maria de Sousa Gonçalves da - A intervenção em parceria na violência conjugal contra as mulheres [Em linha] : um modelo inovador?. [Lisboa] : [s.n.], 2010. 395 p.
Resumo: Na modernidade, em que se valoriza a individualização, o afecto como base da família e a racionalização dos processos de garantia de direitos sociais, gera-se uma tensão entre família e Estado na definição dos limites da intervenção (pública) sobre a violência na família, entendida como reduto de privacidade. A interpretação da violência conjugal contra as mulheres como questão de género sustenta a intolerância em relação ao domínio masculino, definindo que compete aos Estados e não às famílias resolver este problema social. A parceria tem vindo a ser discursivamente apresentada como boa prática, representando empenho colectivo em lidar com o fenómeno, não obstante, são poucos os estudos sociológicos sobre a intervenção feita em parceria. Este estudo consiste em compreender se a intervenção em parceria traduz inovação, e em que dimensões, ou se corresponde a uma expectativa, presente nos discursos dos decisores políticos e dos actores sociais que pretendem mudar o sistema de apoio a mulheres vitimas de violência conjugal. Através de um estudo de caso (das cinco parcerias existentes em Portugal até Abril de 2008 e dedicadas à intervenção com mulheres vitimas de violência conjugal) percebemos que estes actores sociais inovaram na reorganização dos serviços e na melhoria das práticas de intervenção, investindo mais na dimensão tecnocrática do que na dimensão sociopolítica da intervenção. A racionalidade no agir, a participação social no âmbito local e a definição da violência conjugal como questão de género, traduzem uma faceta de modernidade mas a acção reflexiva e a valorização do conhecimento assente nas práticas de intervenção, não permitem em definitivo identificar estes actores sociais com o agir crítico nem afirmar a intervenção por eles realizada em parceria como inovação. Este estudo evidencia o desfasamento entre intenções e práticas das parcerias e entre acção e conhecimento do fenómeno da violência conjugal.
In modernity, which values individualism, family formation and sustainability based on affection and the guarantee of social rights, there is one tendency to occur a tension between family and State in defining the limits of (public) intervention on violence in the family, understood as a bastion of privacy. The definition of violence against women as a gender issue is based on social intolerance towards male domination, defining the States and not the families, as responsible in solving this social problem. Partnership has been discursively presented as good practice, representing collective commitment to deal with the phenomenon, however there are few sociological studies addressing the intervention done in partnership. This study aim is to understand whether the intervention in partnership translates innovation, identifying its dimensions, or whether it corresponds only to an expectation of policy makers and social actors, willing to change the support system to women victims of conjugal violence. By developing this research, based on a case study (including the five partnerships organised in Portugal until April 2008 and dedicated to intervention with women victims of conjugal violence), we realize that these social actors are innovating in the reorganization of services and improvement of the intervention practices, but they are doing it by investing more in technocratic than on socio-political dimension of intervention. There are elements reflecting a facet of modernity, such as rationality in action, social participation at the local level addressing the issue and the definition of violence towards women as a gender issue. In spite of this, there is a lack of reflexive action and of knowledge development based on the practices of intervention. These elements do not allow us to identify these social actors as doing critical intervention and promoting innovation through partnership. This study highlights the gap between intentions and practices of partnerships and between action and knowledge of the phenomenon of marital violence.
Descrição: Tese de Doutoramento em Sociologia na especialidade de Sociologia da Família apresentada à Universidade Aberta
URI: http://hdl.handle.net/10400.2/1813
Aparece nas colecções:Sociologia da Família / Family Sociology

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