Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.2/1803
Título: Representações e vivências do corpo doente em diferentes culturas
Autor: Nunes, Maria de Lourdes Martins Saraiva da Silva
Orientador: Ramos, Natália
Palavras-chave: Sociologia da saúde
Multiculturalismo
Psicologia intercultural
Saúde
Doenças
Cuidar
Representações sociais
Multiculturalismo
Hindus
Corpo humano
Portugal
Data de Defesa: 2010
Citação: Nunes, Maria de Lourdes Martins Saraiva da Silva -Representações e vivências do corpo doente em diferentes culturas [Em linha]. Lisboa : [s.n.], 2010. 254 p.
Resumo: O processo de cuidar do Homem, quer em contexto de saúde quer em contexto de doença representa o fundamento do corpo teórico em que se baseia a prática de cuidados de saúde. Cuidar comporta, na sua estrutura saberes técnicos e saberes relacionais visando o atendimento das necessidades humanas. As mudanças sociais resultantes da livre circulação de pessoas acarretam, para quase todos os países do mundo, uma grande diversidade cultural de religiões e etnias, formas de estar e de viver que impõem necessidades de se redefinirem novas prioridades nos cuidados de saúde. Em Portugal, país multicultural por excelência assiste-se já à necessidade de apoiar, na saúde e na doença, pessoas oriundas de outros países, de diferentes raças, credos e culturas. A nossa escolha recaiu em pessoas doentes e suas famílias de cultura muçulmana e hindu uma vez que as encontrámos já, no nosso dia a dia em situação de grande sofrimento, essencialmente preocupadas com a forma como cuidávamos dos seus corpos doentes dando pouca ou nenhuma importância às questões relacionadas com os princípios religiosos e culturais. Realizámos assim um estudo de cariz Etnográfico cujo principal objectivo foi o de conhecer nas culturas muçulmana e hindu,formas de viver a experiência de um corpo doente em contexto hospitalar e no seu contexto de vida, no seu dia a dia. Foram dez os participantes neste estudo. Os instrumentos de recolha de informação utilizados foram a Entrevistas, a Observação Participante e os Diários de Campo. Os dados recolhidos foram tratados por Análise de Conteúdo. Complementámos a nossa informação sempre que possível, com recurso à fotografia. Da Análise dos resultados salientamos: há diferenças na forma como cada cultura concebe a vida no seu dia a dia, no entanto, em situação de doença, as opiniões são muito similares no que diz respeito aos sentimentos vividos no corpo e a forma de os ultrapassar. Assim o Corpo Doente é vivido em ambas as culturas com maior numero de asserções como “Corpo Público” e “Corpo Desobediente”, causadores de agonia e sofrimento. A Vida para além do Corpo traduz-se essencialmente nos aspectos mais transcendentes que dizem respeito às orações e aos rituais; A Vida no Hospital enfatiza em ambas as culturas os “Hábitos”, a “Privacidade” e o “Pudor” e com maior número de asserções, a “Morte”; finalmente sobre a categoria O Regresso a Casa destacamos os aspectos relacionados com “A família” e todo o seu quotidiano envolvente após a doença.
The process of taking care of man, either in the context of health both in the context of disease is the foundation of the theoretical framework that underlies the practice of health care. Caring includes, in its structure and relational knowledge, technical skills in order to reach the human needs. The social changes resulting from the free movement of people lead to almost every country in the world, a great diversity of religions and ethnic groups, ways of being and living that needs to redefine themselves impose new priorities in health care. In Portugal, multicultural country by excellence we are witnessing now the need to support, in sickness and in health, people from other countries, different races, creeds and cultures. Our choice was patients and their families from Hindu and Muslim culture since they use to be found, in our daily practice in great distress, primarily concerned with how we took care of their sick bodies and give little or no importance to issues related to cultural and religious principles. We conducted a Ethnographic study whose main objective was to understand in Muslim and Hindu cultures, ways of living the experience of a sick body both in the hospital setting and context of their daily lives. Ten participants took part of this study. The data collection instruments used were semi structured interviews, participant observation and field diaries. The data collected was analyzed by Analysis of Content analysis. We also tried to complement our information using photography when possible. The analysis of the results pointed out: there are differences in how each culture sees life in their daily activities, however, in disease situations, the views are very similar with respect to the feelings experienced in the body and how to overcome stressful situations. The sick body is experienced in both cultures with the highest number of assertions as "Public Body" and "Disobedient Body", causing agony and huge suffering. Life beyond the body is essentially in the more transcendent aspects which are related with the prayers and rituals; life in hospital in both cultures emphasize the "Habits", the "Privacy" and "Modesty" and with more assertions, "Death" and finally, the on the category returning Home highlights the aspects related with "The Family" and all their everyday surroundings after the disease.
Le processus de prendre soin de l'homme, soit dans le cadre de la santé à la fois dans le contexte de la maladie est le fondement du cadre théorique qui sous-tend la pratique des soins de santé. Soigner comprend, dans sa structure des compétences relationnelles des connaissances techniques afin de prendre soin des besoins humains. Les changements sociaux résultant de la libre circulation des personnes conduisent presque dans tous les pays du le monde, a une grande diversité de religions et groupes ethniques, des manières d'être et de vivre donc redéfinir des nouvelles priorités s'imposent dans les soins de santé. Au Portugal, pays multiculturel par excellence nous assistons aujourd'hui, á la nécessité de soutenir, dans la maladie et en matière de santé, personnes d'autres pays, des différentes races, croyances et cultures. On a choisi des personnes malades et leurs familles appartient à la culture hindoue et musulmane parce qu’on a déjà trouvé, dans notre quotidien, ces gens dans une grande détresse, principalement sur la façon dont nous avons pris soin de leur corps malade et accordent peu d'importance ou presque nulle aux questions liées aux principes culturels et religieux. Nous avons conduit une étude ethnographique dont l'objectif principal était de savoir dans les cultures musulmane et hindoue, les façons de vivre l'expérience d'un corps malade en milieu hospitalier et le contexte de leur vie, dans leur quotidien. Il y avait dix participants dans cette étude. Les instruments de collecte de données utilisées ont été des entretiens, l'observation participante et des journaux sur le terrain. Les données recueillies ont été analysées par Analyse de Contenu. Ont a complété aussi nos informations, autant que possible, en utilisant la photographie. L'analyse des résultats souligne: il existe des différences dans la façon dont chaque culture voit la vie en leur jour, cependant, dans les situations de maladie, les vues sont très similaires en ce qui concerne les sentiments éprouvés dans le corps et comment les surmonter. Ainsi, le corps malade est vécu dans les deux cultures avec le plus grand nombre d'affirmations comme «Corps Public» et «Corps Désobéissant", provoquant l'agonie et la souffrance. La vie au-delà du corps est essentiellement vécu dans les aspects les plus transcendantes qui se rapportent à des prières et à des rituels: La vie à l'hôpital dans les deux cultures met l'accent sur les "habitudes", la "vie privée" et "modestie" et avec plus de affirmations, "la mort" ; et enfin sur le Retour à la Maison la catégorie mise en évidence c’est cela de "La Famille" et tous les environs autours d’eux après la maladie.
Descrição: Tese de Doutoramento em Psicologia na especialidade de Psicologia Intercultural apresentada à Universidade Aberta
URI: http://hdl.handle.net/10400.2/1803
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