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Título: Como era gostoso o meu índio, discursos legitimadores franceses do séc. XVI sobre o índio canibal
Autor: Gonçalves, Luís Carlos Pimenta
Palavras-chave: História
Antropologia
Análise do discurso
Indios
Brasil
Século XVI
Data: 2002
Editora: Universidade Aberta
Citação: Gonçalves, Luís Carlos Pimenta - Como era gostoso o meu índio, discursos legitimadores franceses do séc. XVI sobre o índio canibal. in COLÓQUIO INTERNACIONAL DISCURSOS DE LEGITIMAÇÃO, Lisboa, 2002 - "Discursos de legitimação : actas do Colóquio Internacional = Discours de légitimation : actes du Colloque International". Lisboa : Universidade Aberta, cop. 2003
Resumo: No capítulo «Guanabara» de Tristes Tropiques, sobre a implantação e desagregação de uma colónia francesa no Brasil em meados do século XVI, matéria das obras que examinaremos, Claude Lévi-Strauss conta que ao visitar a Baía do Rio de Janeiro levava no bolso «Jean de Léry, breviário do etnólogo»[1]. Segundo o autor esse episódio da colónia da francesa daria para um romance ou um filme[2]. Numa entrevista, afirmava ainda que o relato de Léry era «uma grande obra literária»[3]. Desde então, dois romances franceses vieram satisfazer esse desejo de uma ficção baseada na história da colónia francesa, como adiante veremos. A nossa intervenção centrar-se-á nos discursos que até certo ponto legitimam, nolens volens, a prática antropofágica dos índios do Brasil no século XVI. Prática essa que tem duas interpretações: a primeira, assimila o canibalismo a uma vingança suprema; a segunda, considera o acto como a expressão de uma necessidade alimentar. Se no século XVI, o canibal aparece legitimado como seguidor de um ritual arcaico, no século XVIII, a sua figura é descrita por um Daniel Defoe como a expressão de um bestial apetite de que é salva a personagem de Sexta-feira. Tentarei nesta comunicação evocar, em primeiro lugar, como os quinhentistas franceses, André Thevet, Jean de Léry e Michel de Montaigne, relataram a antropofagia dos índios do Brasil. Em segundo lugar, analisarei como este fenómeno aparece também retratado em dois ficcionistas do século XX: Gilbert Pastor e Jean-Christophe Ruffin, cujo romance Rouge Brésil ganhou redobrada projecção ao receber em 2001 o prémio Goncourt (romance aliás já traduzido em Português).
URI: http://hdl.handle.net/10400.2/1547
Aparece nas colecções:História, Arqueologia e Património - Comunicações em congressos, conferências e seminários/Communications in congresses...

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