Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.2/1472
Título: Comunicação e cuidados de saúde : comunicar com o doente ventilado em cuidados intensivos
Autor: Rosário, Elsa Maria de Oliveira Cabeças do
Orientador: Ramos, Natália
Palavras-chave: Comunicação em saúde
Respiração artificial
Cuidados intensivos
Comunicação oral
Estratégias de comunicação
Cuidar
Enfermagem
Communication in health care
Intensive care unit
Mechanical ventilation
Ventilated patient communication
Communication in nursing
Value help
Teamwork
Data de Defesa: 2009
Citação: Rosário, Elsa Maria de Oliveira Cabeças do - Comunicação e cuidados de saúde [Em linha] : comunicar com o doente ventilado em cuidados intensivos. Lisboa : [s.n.], 2009. 175 p.
Resumo: Compreender o doente ventilado e impossibilitado de comunicar oralmente, em contexto de unidade de cuidados intensivos, deve constituir preocupação para os profissionais de saúde que com ele contactam diariamente. O facto de estarem impossibilitados de falar poderá funcionar como um impedimento a uma comunicação eficaz com os profissionais de saúde. Os principais objectivos deste estudo são: Conhecer as dificuldades de comunicação dos doentes ventilados na unidade de cuidados intensivos do Hospital de Nossa Senhora do Rosário impossibilitados de comunicar oralmente; Identificar os seus sentimentos durante o período ventilatório; Melhorar a comunicação dos profissionais de saúde com os doentes ventilados. O nosso estudo foi constituído por uma amostra de quinze doentes, seleccionados por conveniência, que estiveram ventilados na unidade de cuidados intensivos do Hospital Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro. As entrevistas efectuadas englobaram questões para caracterização da amostra e outras questões que permitiram obter informação sobre: As dificuldades de comunicação dos doentes ventilados na unidade de cuidados intensivos; Os sentimentos que experimentaram durante o período ventilatório. Como ultrapassaram as dificuldades sentidas na comunicação; Como viveram a relação com os profissionais de saúde perante estas dificuldades; A sua opinião sobre o que poderia ter sido feito para os ajudar a ultrapassar as dificuldades de comunicação, durante o período ventilatório. Os resultados foram analisados através do método qualitativo de análise de conteúdo. Os doentes entrevistados referiram dificuldades na comunicação com os profissionais de saúde e família, durante o período ventilatório, sobretudo pelo facto de não conseguirem falar. Salientaram como sentimentos negativos, desconhecerem o motivo porque não falavam, não serem compreendidos pelos profissionais e não conseguir satisfazer algumas necessidades básicas. Os sentimentos que mais referiram relacionados com a impossibilidade de comunicar foram a impotência e desânimo, aflição, medo, ansiedade. Relacionados com o internamento referiram sentimentos de desorientação e confusão, assim como dor e sofrimento. Um aspecto que consideraram positivo foi a presença dos profissionais de saúde que lhes transmitia segurança. Como alternativas à comunicação verbal referiram a utilização da linguagem escrita, 7 linguagem gestual e mímica labial. Na sua maioria sentiram disponibilidade dos profissionais de saúde para os ajudarem a ultrapassar as dificuldades de comunicação, mas nem sempre conseguiam transmitir a sua mensagem. Alguns doentes referiram que se sentiam impotentes e acabavam por se conformar pelo facto de não conseguirem comunicar. Como aspectos positivos referiram a presença da família e a presença e o apoio dos enfermeiros. As conclusões apesar de limitadas apontam para a importância da comunicação eficaz com os doentes ventilados em UCI, nomeadamente através do desenvolvimento de competências comunicacionais dos profissionais de saúde.
Understanding the patient ventilated and unable to communicate orally, in the context of intensive care unit should be of concern to health professionals who are in daily contact with him. The fact that they are unable to speak, may serve as an impediment to effective communication with health professionals. The main objectives of this study are: To understand the communication difficulties of ventilated patients in intensive care unit at the Hospital Nossa Senhora do Rosário unable to communicate orally, identify their feelings during the ventilatory period, improve communication of health professionals with ventilated patients. Our study comprised a sample of fifteen patients, selected for convenience, which were ventilated in the intensive care unit of Hospital Nossa Senhora do Rosário, Barreiro. The interviews encompassed questions to characterize the sample and other issues, which provided information on: The communication difficulties of ventilated patients in intensive care unit; feelings they experienced during the ventilatory period; How exceeded the difficulties in communication as lived the relationship with health professionals before these difficulties, Your opinion about what could have been done to help them overcome the difficulties of communication during the ventilatory period. The results were analysed using the qualitative method of content analysis. Patients interviewed reported difficulties in communicating with health professionals and family during the ventilatory period, mainly because they can not talk. Stressed as negative feelings, knowing the reason why they did not speak, do not be understood by professionals and can not satisfy some basic needs. The more frequently reported feelings related to the inability to communicate were impotence and discouragement, grief, fear, anxiety. Related hospitalisation reported feelings of disorientation and confusion, as well as pain and suffering. One aspect that was considered positive was the presence of health professionals to provide them with security. As alternatives to verbal communication reported the use of written language, sign language and mime lip. Most felt the availability of health professionals to help them overcome the difficulties of communication, but not always able to convey your message. Some patients reported that they felt powerless and would eventually settle because they can not communicate. On the positive side mentioned the presence of family and the presence and support of nurses. The conclusions 9 although limited point to the importance of effective communication with ventilated patients in ICU, including the development of communication skills of health professionals.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Comunicação em saúde apresentada à Universidade Aberta
URI: http://hdl.handle.net/10400.2/1472
Aparece nas colecções:Mestrado em Comunicação em Saúde / Master's Degree in Health Communication - TMCS

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