Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.2/1437
Título: Anne Hutchinson : uma pregadora e defensora da liberdade religiosa em New England
Autor: Nunes, Rosa Maria Magalhães
Orientador: Marques, Maria do Céu
Palavras-chave: Hutchinson, Anne 1591-1643
História
Século XVII
Cultura americana
Sociedade americana
Mulheres
Feminismo
Crença religiosa
Puritanismo
Conflito religioso
Liberdade religiosa
Data de Defesa: 2009
Resumo: Anne Hutchinson (1591-1643) deixou a sua confortável casa em Inglaterra e, com o seu marido e filhos, instalou-se em Boston, na Colónia da Baía de Massachusetts. Sendo Anne filha de um ministro, ouviu sempre discussões e debates religiosos desde tenra idade, tendo como mais importante a sua devoção a Deus. Por isso decidiu seguir o seu querido ministro John Cotton, quando este emigrou para a América. O seu extraordinário carisma levou-a a criar conflitos com os líderes da Igreja Puritana de Massachusetts, os quais se tornaram nos seus mais acérrimos opositores. A sua crença na salvação de cada indivíduo, com base na Graça em detrimento das Obras, e a sua oposição à doutrina da predestinação levantaram-lhe sérios problemas junto da ortodoxia Puritana. Anne Hutchinson seguiu a sua luz interior com tal convicção, defendendo as suas ideias com tanta autoridade espiritual, que os ministros se tornaram invejosos do seu poder, temendo a sua liderança. O facto de ser mulher e se recusar a ser submetida ao papel da época, isto é, as mulheres não tinham vontade nem ideias próprias, não ajudou à sua condição periclitante na colónia. Em 1637, Anne foi levada a tribunal em Newtown, Massachusetts e foi considerada culpada de “being a woman not fit for our society.” Foi excomungada e banida da colónia, vindo a fundar em Rhode Island um local de liberdade de expressão. Após a morte de seu marido, Anne Hutchinson e os seus filhos mais novos decidiram partir para a região de Nova Iorque. Os Índios, com quem ela tanto simpatizava, hostilizados pela traição holandesa, assassinaram Anne e todos os seus filhos com excepção da sua filha Susanna, única sobrevivente do massacre. Anne Hutchinson é hoje considerada uma mártir na luta pela liberdade religiosa.
Abstract: Anne Hutchinson, (1591-1643) left her comfortable home in England, with her husband and children, to settle in Boston, Massachusetts Bay Colony. Daughter of a minister, she heard religious talk from early childhood. Devotion to God was the most important to Anne, so she decided to follow her beloved minister John Cotton to America. Her extraordinary charisma brought her into conflict with leaders of the Massachusetts Puritan Church, who became her spiritual antagonists. Hutchinson‟s beliefs, including her favoring the primacy of grace over works in one‟s salvation and her opposition to the doctrine of predestination, caused trouble among the orthodox Puritan religious establishment. She followed her inner light with such conviction and defended her views with such spiritual authority that a number of ministers became jealous of her power and feared her leadership. The fact that she was a woman who refused to submit to the prescribed role of women in the colonial period – namely, that of having no will or mind of her own – clearly did not help her bad condition in the colony. In 1637 she was brought to trial at Newton, Massachusetts, and found guilty of “being a woman not fit for our society.” She was excommunicated and banished from the Massachusetts Bay Colony. She went to Rhode Island where she founded a place of free speech. When her husband died, she and her younger children trekked to New York. Indians she had befriended, antagonized by Dutch treachery, massacred her and all but one of her children. She was a martyr, in the struggle for religious freedom.
Résumé: Anne Hutchinson (1591 – 1643 ) a laissé sa confortable maison, en Angleterre, et avec son mari et leurs enfants s‟est installée à Boston, dans la Colonie de la Baie de Massachusetts. Fille d‟un ministre de Dieu, Anne a toujours entendu des discussions et des débats religieux depuis son jeune âge. Le plus important pour Anne c‟était sa dévotion à Dieu et ainsi elle a décidé de suivre son bien aimé ministre de Dieu, John Cotton pour l‟Amérique. Sa grande personnalité lui a emmené des conflits avec les leaders de l‟Église Puritaine de Massachusetts qui sont devenus ses plus grands adversaires. Sa croyance dans la grâce divine, au détriment des actes, dans la salvation de chaque individu et son opposition à la doctrine de la prédestination lui a attiré des grands problèmes près de l‟orthodoxie puritaine. Anne Hutchinson a suivi sa lumière intérieure avec telle conviction, en défendant ses idées avec une telle autorité spirituelle que les ministres de Dieu sont devenus envieux de son pouvoir en ayant peur de sa position de leader. Le fait d‟être femme et de refuser de se soumettre à l‟esprit de l‟époque, où les femmes n‟avaient ni volonté ni d‟idée personnelles, n‟a pas aidé à améliorer sa condition déjà très précaire dans la colonie. En 1637, Anne a passé à la cour d´assises à Newton, Massachusetts, et a été considérée coupable «being a woman not fit for our society». Elle a été excommunié et bannie de la colonie, en fondant, à Rhode Island, un lieu de liberté d´expression. Après la mort de son mari, Anne Hutchinson a décidé de partir avec ses plus jeunes enfants pour la région de New York. Les indiens, avec lesquels elle sympathisait autant, fâchés par la trahison hollandaise, l‟ont assassiné avec tous ses enfants à l exception de sa fille Susanne qui a survécu au massacre. Aujourd´hui, Anne Hutchinson est considérée comme une martyre dans la lute pour la liberté religieuse.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Estudos Americanos apresentada à Universidade Aberta
URI: http://hdl.handle.net/10400.2/1437
Aparece nas colecções:Mestrado em Estudos Americanos / Master's Degree in American Studies - TMEA

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