Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.2/1147
Título: Atitudes face à alimentação e critérios de escolha individual de produtos alimentares
Autor: Alves, Hélder Fernando Cerqueira
Orientador: Moura, Ana Pinto
Cunha, Luís Miguel
Palavras-chave: Sociologia
Sociedade portuguesa
Alimentação
Hábitos alimentares
Consumo alimentar
Comportamento alimentar
Data de Defesa: 2007
Citação: Alves, Hélder Fernando Cerqueira - Atitudes face à alimentação e critérios de escolha individual de produtos alimentares [Em linha]. Porto : [s.n.], 2007. 216 p.
Resumo: A presente investigação procurou avaliar as principais atitudes do consumidor português face ao conceito de uma alimentação saudável, bem como os principais critérios de escolha alimentar por parte da população portuguesa (continental), concentrando-se nos seguintes objectivos: avaliação da definição de uma alimentação saudável por parte do consumidor; avaliação dos principais benefícios que advém da prática de uma dieta alimentar saudável; avaliação da necessidade sentida pelo consumidor em mudar os seus hábitos alimentares de acordo com as regras básicas de uma alimentação saudável; avaliação das barreiras associadas à prática de uma correcta alimentação;; avaliação da identificação de possíveis fontes de informação relativas à prática de uma alimentação saudável e respectivos níveis de confiança; e, avaliação dos critérios de escolha de produtos alimentares. Para o efeito, realizaram-se dois estudos, denominados, “Atitudes face à Alimentação” e “Critérios de Escolha Alimentar”, tendo por base uma amostra por quotas de aproximadamente 1.000 indivíduos por questionário. Da presente investigação, concluiu-se, relativamente ao estudo “Atitudes face à alimentação”, que, para os portugueses, o conceito de alimentação saudável associa-se essencialmente ao “consumo de fruta e de vegetais”, ao “consumo de peixe”, à “redução do consumo de sal”, à “prática de uma equilibrada/variada” e à “redução do consumo de álcool”, muito embora os inquiridos do sexo masculino tenham atribuído uma maior importância à “redução do consumo de álcool” e as mulheres à “redução do consumo de alimentos ricos em gordura” e à “redução do consumo de açúcar/alimentos doces”. De referir ainda, que a tónica associada ao “maior consumo de fruta e vegetais” e ao “maior consumo de peixe” e à redução do consumo de sal é transversal ao tipo do agregado familiar e à natureza da classe social. Verifica-se ainda que os portugueses valorizam mais os vii benefícios para com a saúde do que os benefícios para com o corpo, sendo este benefício mais enaltecidos pelos inquiridos do sexo feminino. Como principais barreiras à prática de uma alimentação saudável, destacam-se, globalmente, os preços elevados dos alimentos saudáveis (fruta, vegetais, azeite), os constrangimentos situacionais (“a escolha de produtos alimentares é limitada quando como fora de casa” e “uma questão de preferência de paladar da família e amigos”), os constrangimentos associados ao estilo de vida (“estilo de vida muito ocupado” e “horário de trabalho muito ocupado”) e a falta de força de vontade (“falta de força de vontade”, “dificuldade em desistir de alimentos de que gosto” e “teria que fazer uma mudança muito grande em relação à minha actual alimentação”), sendo que a questão dos “preços elevados” é uma dificuldade mais evidenciada pelos os segmentos mais desfavorecidos. O obstáculo “estilo de vida” à prática de uma alimentação saudável é mais sentido para os “casais com filhos” e para os “indivíduos que vivem sós”. Constata-se ainda que, 3 em cada 4 inquiridos consideram que a necessidade em modificar a sua dieta a favor de uma dieta saudável, sendo esta necessidade de modificação da dieta no dia-a-dia mais marcada para o sexo feminino. As principais fontes de informação que os consumidores portugueses recorrem para se manterem informados sobre a prática de uma alimentação saudável são: os “profissionais de saúde” (nutricionistas e médicos) e a “informação veiculada pelos programas de TV/rádio”, sendo que os portugueses, confiam mais na informação veiculada pelos profissionais de saúde do que na informação transmitida pelas seguintes fontes: programas de TV/rádio; jornais/revistas; embalagens alimentares; supermercados/hipermercados; organizações governamentais e publicidade. Por fim, refirase que o “sensorial” assume-se como um dos principais critérios de escolha dos produtos alimentares, logo seguido do factor “saudável”, tendo os indivíduos do sexo feminino valorizado mais o sabor dos alimentos (“sensorial”), e os critérios “saúde”, “aspectos nutricionais” e “controlo de peso”. Por outro lado, os indivíduos mais idosos e os casais viii maduros com filhos atribuem significativamente mais importância ao factor “saúde”. Confirma-se ainda, que são as classes mais desfavorecidas que dão particular importância ao “preço”, à “familiaridade” e ao sabor, confirmando que os indivíduos economicamente mais desfavorecidos procuram alimentos mais económicos e simultaneamente mais palatáveis.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Ciências do Consumo Alimentar apresentada à Universidade Aberta
URI: http://hdl.handle.net/10400.2/1147
Aparece nas colecções:Mestrado em Ciências do Consumo Alimentar / Master's Degree in Food Consumption Sciences - TMCCA

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