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Territórios da infância: a cidade pela voz das crianças
Publication . Almeida, Ana Patrícia; Bragagnolo, Adriana; Portal, Carla; Diedrich, Marlete Sandra; Fochi, Karla Antoniazzi; SPCE
Esta comunicação tem como objetivo principal abordar um projeto de extensão universitária, sediado na Universidade de Passo Fundo, intitulado “Territórios da Infância: a cidade pela voz das crianças”. Esse projeto enquadra-se no âmbito da Rede Unitwin UNESCO “Cidade que educa e transforma”. O objetivo da proposta é pensar a cidade com as crianças, num processo de escuta da infância, através da sua participação nas decisões sobre os espaços onde vivem e nas políticas públicas, com a adoção da metodologia de assembleias. O exercício de participação e de integração social passa por experiências que constituem vivência na aprendizagem e encontram na linguagem a sua manifestação. O projeto procura: a) a construção da relação criança-cidade, pela voz e pelo olhar das crianças, em função das suas experiências, da sua percepção e interação entre pares e com os espaços e como essa relação consolida a visão da cidade como um território educativo; b) a constituição da criança como ser social na sua comunidade. Ao garantir a escuta significativa da criança, o projeto proporciona às crianças vivências interativas que podem resultar numa formação de caráter social positiva, ampliando as suas possibilidades de lidar com os problemas sociais e com suas necessidades na comunidade da qual fazem parte; c) o reconhecimento da criança como um sujeito participante, com espaço na sociedade da qual faz parte, representando uma importante iniciativa de consolidação da participação social das crianças na construção de políticas públicas para a infância.
Tudo, todos, em todo o lado e ao mesmo tempo: porque aquilo que se fizer nesta década, irá condicionar os próximos milhares de anos
Publication . Alves, Fátima
Mobiliza-se o alerta do IPCC para sublinhar que as escolhas desta década terão efeitos de longo prazo, exigindo ação imediata e simultânea em todas as geografias, sem deixar ninguém para trás. Defende-se a responsabilização de Estados, empresas, organizações e cidadãos, bem como a implementação articulada de mitigação e adaptação. Critica-se o ímpeto consumista e a visão da natureza como mero recurso, propondo-se um paradigma assente na cooperação, solidariedade e cuidado como estratégia de relação entre sociedades e naturezas, em nome de uma ação climática efetiva e justa.
Reconhecer os direitos da natureza é um patamar de desenvolvimento civilizacional e uma necessidade urgente para a transição ecológica
Publication . Alves, Fátima
Enquadra-se o debate ambiental pós-25 de Abril e argumenta-se que o reconhecimento jurídico dos Direitos da Natureza constitui um instrumento preventivo face ao agravamento dos danos ecológicos e à ameaça de catástrofe. Critica-se o antropocentrismo dominante nas economias capitalistas ocidentais, que reduz os elementos naturais a “recursos”, e defende-se que a transição ecológica requer limites claros à espoliação e exaustão do planeta. Evocam-se exemplos internacionais onde este reconhecimento é mais avançado e conclui-se que a proteção da natureza é condição de possibilidade para a continuidade da vida humana.
Trava-línguas, Trava-vidas e transição ecológica: as metáforas que desafiam a Vida
Publication . Alves, Fátima
A partir da analogia entre trava-línguas e “trava-vidas”, descrevem-se obstáculos quotidianos — como burocracias e micro-poderes — que dificultam percursos individuais e coletivos, destacando a importância da persistência, adaptabilidade e clareza na comunicação. A metáfora é estendida à transição ecológica, entendida como processo multidimensional atravessado por interesses divergentes, resistência à mudança e falta de vontade política. Defende-se que enfrentar estes entraves requer inovação, políticas públicas, parcerias intersetoriais e envolvimento da sociedade civil, ancorados em resiliência e compromisso continuado.
Quando as partes não se diluem no todo: ver além das diferenças
Publication . Alves, Fátima
Defende-se que a compreensão da complexidade socioecológica exige ir além da ideia de interdependência, evitando que a totalidade “apague” as partes. Sustenta-se que a sustentabilidade e o combate às alterações climáticas dependem do reconhecimento e da articulação entre saber científico e saberes locais, tradicionais e indígenas, bem como da negociação de conflitos e relações de poder em territórios marcados por exclusão e colonialidade. Propõe-se uma visão inclusiva orientada para reparação libertadora e para a construção de sociedades mais igualitárias, em respeito pela diversidade humana e não humana.